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28 Abril, 2021

A perda de memória nos idosos

Perda de memória nos idosos / homem com mãos apoiadas na cabeça

A dificuldade em recordar certos nomes ou eventos são alguns dos sinais mais comuns associados à perda de memória nos idosos. Porém, tanto a frequência como o contexto em que o esquecimento ocorre podem ser considerados motivos de alerta de possíveis diagnósticos de demência ou de outras doenças como Alzheimer. 

De forma a determinar se a perda de memória é considerada normal e associada ao envelhecimento ou se se encontra relacionada com uma determinada patologia, é essencial realizar uma avaliação das capacidades cognitivas de cada utente.

Fatores de risco

A idade é um dos principais fatores de risco associados à perda de memória. Contudo, certos estudos indicam que o nível de escolaridade, a profissão anteriormente exercida, o estado civil e o tipo de convivência social podem também ser importantes fatores a ter em conta. 

Em certos casos, a perda de memória surge como efeito secundário proveniente de determinado tratamento médico, medicação e eventuais situações de traumatismo craniano. Por sua vez, o alcoolismo e a adoção de hábitos pouco saudáveis podem igualmente contribuir para a deterioração da memória. 

Atualmente e devido ao contexto de pandemia, encontram-se também a ser desenvolvidos diversos estudos que procuram avaliar o impacto do isolamento enquanto fator de risco para o bem-estar físico e mental dos idosos.

Sinais de alerta

A perda de memória nos idosos considerada como normal, e associada ao processo natural de envelhecimento, manifesta-se apenas em certas ocasiões tais como a recordação vaga de eventos já ocorridos ou o esquecimento momentâneo do nome de alguns objetos ou palavras. 

Nestes casos, geralmente o idoso consegue seguir o enredo de uma história ou processar a informação transmitida, sinal de que a memória permanece ativa. 

No entanto, quando a alteração de memória começa a trazer consequências mais graves para o quotidiano, é necessário comparar e avaliar o quadro clínico para despistar possíveis diagnósticos de demência e/ou outras doenças cerebrais.

Estes casos começam a ser identificados quando se verifica a perda da capacidade de realizar tarefas de rotina tais como cozinhar, tomar banho, lavar a loiça, vestir, entre outras. O esquecimento deixa de ocorrer apenas em determinadas ocasiões e passa a ser progressivo. 

Alguns estudos identificam esta fase intermédia entre o envelhecimento normal e um diagnóstico de demência precoce por Défice Cognitivo Ligeiro (DCL). Nos casos de DCL a perda de memória é um dos principais sintomas mas a autonomia do indivíduo não é geralmente posta em causa. Contudo, o agravamento de sintomas pode indicar situações mais graves associadas tais como a doença de Alzheimer. Se detectado e tratado precocemente, no entanto, um DCL pode estacionar ou mesmo regredir.

Formas de prevenção

Existem diferentes formas de estimular a memória e de consequentemente evitar o declínio cognitivo, tais como: 

-Seguir uma alimentação diária mais equilibrada e sem gorduras saturadas, com base na dieta mediterrânica e nos alimentos ricos em antioxidantes e ómega-3, os quais estão presentes em alimentos como o salmão, frutos secos, em certos vegetais e frutas;

-Praticar exercício físico, incluindo caminhadas diárias e de acordo com a capacidade motora e as recomendações do médico;

-Evitar bebidas alcoólicas ou outras substâncias nocivas;

-Ler, fazer jogos de raciocínio tais como sopa de letras ou sudoku, aprender uma nova língua ou a tocar um instrumento são também exemplos de atividades diárias que ajudam a manter a mente ativa;

-Dormir as horas de sono necessárias é essencial para repor os níveis de concentração e raciocínio bem como ajuda a combater o stress e a ansiedade. 

-Estimular a participação social de acordo com os interesses e motivações de cada utente. Devido ao contexto de pandemia, muitas das atividades individuais e de grupo que faziam parte do quotidiano nas instituições de apoio geriátrico foram canceladas como forma de prevenção e controlo da transmissão de COVID-19. 

No entanto, estas atividades são indispensáveis para evitar a perda de memória nos idosos pelo que é necessário repensar e realizar novos planos de atividades, atendendo aos diversos cuidados e normas de segurança. 

Através do Ankira é possível desenvolver e implementar um plano de atividades ocupacionais, com respetivo diagnóstico e levantamento dos interesses de cada utente e posterior acompanhamento e avaliação das atividades realizadas. 

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